Marrocos, tão perto e tão distinto

March 9, 2017

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Fotografia: Diogo Luis

 

Terra de todos os sons e cheiros, uma viagem a Marrocos é uma experiência verdadeiramente sensorial e não é exagero dizer que todos os sentidos são indispensáveis para fruir o caleidoscópio de cores, sabores e aromas deste país. Em tempos de uma irreversível globalização cultural que se opera a ocidente, Marraquexe continua a manter uma identidade muito própria respeitando os seus traços culturais confluentes Orientais e Africanos. Conhecida por muitos como a cidade vermelha devido aos tons rosa forte da sua arquitetura, Marraquexe é simultaneamente misteriosa e cosmopolita. Percorrendo os mercados palpitantes onde somos convidados a exercitar a arte marroquina da negociação, encontramos encantadores de serpentes, astrólogos, videntes, contadores de histórias, médicos e corandeiros reputados. Aqui toda a gente tem uma função a cumprir: vende, compra, procura alguma coisa, deixa-se fotografar em troca de alguns dirhams ou, sem que nada o faça prever, tapam o rosto e fogem das máquinas fotográficas, proferindo palavras que não entendemos mas que percebemos não serem as que mais desejamos ouvir. Alguns quilómetros a oeste, Essaouira, a cidade do vento, outrora ocupada por portugueses esconde uma paisagem diferente onde o azul e o branco imperam. Cercada pelo branco das muralhas do Castelo de Mogador e pelas centenas de barcos de pesca que ali atracam, Essaouira é uma cidade de sonho, portuguesa e muçulmana, silenciosa e tradicional.

 

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